Rimas, falsetes e falseados e palavras que se confundem, se afastam e se juntam numa estrofe ou estribilho de um par de coisas ou coisa alguma

Um verso encomendado

Um verso encomendado
para que não duvides da incerteza,
de porventura duvidar.
Faço crer que as poucas que proso
não ascendem o lugar precioso.

Dúvida de quem as ouve.
Venha ouvir minhas confissões.
Teria tudo por perder, ao tempo
que devoto tais aflições.

Para ti a quem sou além de um passageiro,
em um caminho que vai por aqui e ali.
Não será desventura à sorte do preço
que finda num vendaval que dê em ti.
Por acaso a clarividência no futuro
impede observar o retrato pincelado,
as penas de uma vida pequena,
que se esconde em causas de outra.

Ao tempo, posso não entender o que critico,
se é que assim é posto.
Por que referenciar, quando esta
é minha própria luta.
Nem de ontem, tampouco de amanhã,
mas, de sempre.

Venho sujo e maltrapilho,
pois assim sou,
dado a exceções e reticências
com a lama nos pés, não nego.
Quero ter a honestidade
que às vezes em você a vejo.

Se aceitares, terei o maior presente;
a felicidade que anunciaste a mim é ofertada,
não por encomenda como estes versos,
mas com ternura, carinho e amor de uma vida
que pode ser inteira para nunca ter sido vivida.

E se duvidar, saberei que em você
é a pessoa que procurava.
Por toda a minha vida serei grato.
pelo amor que até onde nos fez.