No subjuntivo, hei de escrever:
Quando, tu cantares,
hei de ouvir.
Quando tu disseres:
“ninguém me leva a sério...
só o nosso minério”
hei de ouvir
E, quando dançares
hei de contemplar;
E, se protestar,
Hei em dizer: “não sei dançar”!
E, se ficares chateada,
hei de te abraçar;
E, se eu ficar mudo por algum motivo;
haverás
de me expulsar pelo mesmo motivo.
Quando eu perguntar,
haverás em dizer: “não”!
E, se replico,
também dirás: “não”!
Quando disser “para”!
Irei te beijar e te olhar;
Baixarei minha cabeça,
dormirei em teus ombros.
Quando a noite chegar,
no indicativo haverei de estar,
vendo
teu sono aprofundar.
E, quando amanhã acordar,
irei vê-la, no presente,
com seu cabelo despenteado,
e suas olheiras de sempre;
e o teu cheiro, e teu sabor
que faz em todo ser você.
Só você!