Por considerar, eu, um sidéreo,
me visto como um vaso de alabastro que
inebriante,
mas não me envergonho,
pois assim deixo estar.
Quisera eu reaver meu vaso,
como vestimenta, vetusta,
adornada de tal um balaústre;
que pudesse ostentar por aí
como um pavão emplumado.
Olhem este pavão,
que penas coloridas,
que plumo e garbo,
que elegância desprovida.
Mas tanto o vaso e o pavão,
não me deixariam estar,
não me envergonhariam,
me retalhariam
em mil parte de mim.
Um sidéreo em declínio,
a finitude por considerar,
um mal agouro que rapina
debaixo dos panos,
a chafurdar.
ao préstimo dos obséquios,
e por consideração
das minhas penas e do meu vaso,
muito tenho por considerar
com estima e satisfação,
mas o dono do pedaço,
o grande sem-noção: é o pavão.