Uma foto,
e uma mulher,
uma jovem e maquiada,
de elegância e muito garbo:
um rouge no rosto,
olhar sedutor, e apraz,
de tez rósea, que muito trás...
Uma mulher,
de colo delgado,
um fino delicado,
cujos ombros nus,
trazem no decote,
uma renda de brocados,
a estampa do tecido,
vermelho com pétalas rosas
colado ao busto à metade da coxa,
enquanto às costas,
um longo casaco de peles,
avolumava o quadril,
de uma pintura corpórea,
que só um vestido,
e a forma de quem o veste
pode emprestar.
Uma mulher,
que entre os seios,
almofadas podem ser lembradas,
onde a forma enrijece,
em sibilantes bicos de cereja,
que o decote a meia-taça,
apenas completa
em um ser que parece imutável,
em sua arte,
de seduzir, de aparecer,
dos mais recônditos ninhos,
de renascentistas, a classicistas, humanistas, arcádios...
de uma beleza de uma filha do titã,
de uma Europa,
há banhar-se nua,
nas águas turvas,
do mar que foi criada.
Ou mesmo de um deus com uma [mortal,...
um canário ao pôr-do-sol,
onde uma ninfa escutará,
aprisionada em seu paraíso.
Uma mulher,
de cabelos fartos, soltos,
e arregadios...
hidratados, bem-tratados,
de fios tão brilhantes,
como pedras de jaspe,
mas aquela era a mulher,
em uma foto,
vertida ao tempo,
em páginas de anos,
e anos carcomidos...
em que a mulher,
só era ela ali,
e nem um outro lugar a mais.
Era um espírito em forma,
em grau, em sentimento,
de uma arrebatadora,
e irresistível mulher,
onde suas curvas,
não podem ser desprezadas,
ao mais vil dos pecados
alimentados pelos desejo,
de quem a vê...
que os puritanos iram amaldiçoar
em quadros de morte e pestilência...
E aquela mulher sairia da revista,
para a morte, sem nem sequer
imaginar-se pecadora de algo,
mas que o olhar dos outros,
a acusou como tal.
Ela não pode ser desprezada,
pois, como se sabe,
ela alimenta sonhos, desejos,
libidos, lascivas e o mal,
que apenas uma foto,
e só ela, pode acatar.
Rimas, falsetes e falseados e palavras que se confundem, se afastam e se juntam numa estrofe ou estribilho de um par de coisas ou coisa alguma